terça-feira, 19 de abril de 2011

Guia das Cervejas Vagabundas

Este guia circula pelos e-mails afora. Já experimentei a Bavária Clássica e achei surpreendemente boa. A Cristal realmente é tenebrosa. O resto ainda não tive o prazer de tomar...


Guia das Cervejas Vagabundas - Saiba o que não beber !!!

Malta
1.662712233@web37308.mail.mud.yahoo.com
"Abre Uma" é o seu slogan, conselho que você não deve seguir nem sob tortura soviética. Mais fétida que cabelo rastafári, lembra Cebion com caldo de Viviane Araújo Knorr. Tão lastimável que se fosse a única bebida alcoólica do mundo, imediatamente eu iria para o AA: “Oi, meu nome é Raphael, é minha 6ª passagem por aqui. Pretendo me livrar do álcool e, dependendo da mensalidade da Univer$al, virar evangélico."

Bavaria Clássica
2.662712233@web37308.mail.mud.yahoo.com
Já vão longe os tempos em que Zezé, Chitão e outros sertanejos cantavam seus jingles na TV. Hoje a pobre Bavaria não tem nem site - foi relegada à prateleira de baixo dos supermercados, geralmente em latinhas amassadas. Ela não tem o chulé nem o gosto exagerado de álcool presente nas outras low-cost. Seu problema está no gás, que é estranhamente ardido. Fora isso, beleza. É uma Skol de quarto mundo.


Rio Claro

4.662712233@web37308.mail.mud.yahoo.com
É uma cerveja inofensiva, e isso não é um elogio. Se estiver bem gelada, até te passa a perna num primeiro momento. Basta a temperatura subir 0,5ºC para o desespero começar. Sem "punch" nenhum, tem gosto de gelo derretido em copo de uísque vagabundo - também conhecido como gosto de água suja. É saída para fazer quantidade em fim em churrasco, servida após várias rodadas de cervejas boas.

Samba
5.662712233@web37308.mail.mud.yahoo.com
Achei que o nome se justificaria no dia seguinte, pela chance de acordar com a bateria da Vai-Vai alojada na cabeça. Mas não é que ela é razoável no quesito harmonia? Vai bem também no fantasia, pois o selo protetor não gruda na lata. No quesito conjunto, vale quanto custa (R$ 0,89). Perde pontos em evolução, já que é produzida pela Conti. Mas se tratando de vagabundas, a Samba é melhor que muita musa do Funk.


Frevo
6.662712233@web37308.mail.mud.yahoo.com
Diretamente de Recife, a cerveja Frevo tem gosto de sarampo líquido (e ela nem é tão líquida assim) misturado com hemodiálise. A cada três goles, uma lágrima escorre do olho esquerdo. A essa altura, o direito já está cego. Nem para Tubarão que quiser harmonizar um suculento surfista com algo líquido é recomendada. Indico até Krill no lugar.

Mãe Preta
7.662712233@web37308.mail.mud.yahoo.com
Na teoria é tipo Stout, na prática é Caracu misturada com a diarréica Malzbier. Sua rançosa espuma te premia com um bigode à la baixinho da Kaiser, que "pegou" a Karina Bacchi, que por sua vez, "ficou" (por 20 mil) com o Cristiano Ronaldo. Pelo gosto e nome, Mãe Preta deveria ser a cerveja oficial da macumba: harmoniza com o charuto do Pai de Santo e é ideal pra embebedar a galinha do despacho.


Cintra
8.662712234@web37308.mail.mud.yahoo.com
Pense no desespero. Agora imagine que ele é uma cerveja. Eis a Cintra, apelidada pela nossa equipe de "Skol from hell". No copo, ela apresenta mais bolhas que água tônica e um dourado pálido e pouco convidativo. O colarinho lembra espuma suja de garapa. Mostrouu alto grau de "empapuçamento", prejudicando o restante da noite de degustação, já que ao tomar você desenvolve uma momentânea aversão a alcoól.


Crystal
9.662712234@web37308.mail.mud.yahoo.com
Seguindo a estelionatária tendência das latinhas mais finas, a Crystal deixa um gosto na boca que lembra demais um Guaraná Diet genérico. Para "ajudar", a cola do selinho gruda na lata e deixa vestígios de alumínio e cola. O 1º gole é horrível. A 1ª lata é difícil de tomar. Mas, depois de ficar meio bêbado, com certo esforço dá para pensar que é Brahma guardada aberta de um dia para o outro sob a churrasqueira.


Belco Sem Álcool
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Esse atentado ao bom senso ficou por último por um nobre motivo: foi a única cerveja que não conseguimos tomar uma lata inteira. Ela é doce de um jeito bizarro e vira espuma de shampoo para lavar cachorro quando entra em contato com a língua. E, claro, nem para te deixar bêbado serve. É a pior cerveja já feita. Quem não pode beber, que peça uma Coca. É mais digno.


Conti
11.662712234@web37308.mail.mud.yahoo.com
Os míseros 92 centavos pagos numa lata de Conti saem caro. A breja disputa em pé de igualdade com a Cintra o título de "Skol from Hell", ou seja, cerveja com gostinho de Álcool Zulu que vai bater no seu fígado com raiva. Antes disso, ela assusta pelo cheiro e pela aparência quase sem espuma e sem bolhas. Recomendada apenas para os mais fortes (e aos suicidas).




segunda-feira, 18 de abril de 2011

Antártica Sub Zero - cervejas #89

Esta nova versão da Antártica com forte campanha publicitária no Brasil foi experimentada...

Ela é muito cremosa e saborosa, porém, quase não se sente amargor, lúpulo. Falta equilíbrio para uma bebida chamada cerveja, que em teoria, precisa ter boas doses de malte, água, lúpulo e fermento. Falta lúpulo. Cerveja indicada para beber em temperatura baixíssima para ter seu consumo sem sentir seu gosto, ofuscado as papilas gustativas, estratégias de cervejas nacionais para esconder seus erros nas bebidas.

Não é de todo ruim, melhor que Skol entre outras. Boa para dias quentes. Mas nada demais. Tem apenas 4,6% de teor alcoólico.

Erdinger Champ - cervejas #88

Sim, Erdinger! Sim, trigo! Não, não é boa...


Sou confesso amante de cervejas de trigo, mas está german weizen não tem nada demais. Como uma boa cerveja de trigo, lupulada, saborosa, porém, com pouco drinkability e com péssimo custo/benefício. Se for para tomar uma de trigo fraquinha, tem a Bohemia Weizen, que inclusive é melhor e mais barata. É uma cerveja "para ser tomada na garrafa", considerada assim uma cerveja de balada. Bobagem. Tem 4,7% de álcool nesta fraquinha breja.

Esta é a marca de cerveja de trigo mais famosa do mundo, vinda da cidade de Erding, Alemanha. Uma cerveja bem popular em qualquer lugar do planeta. A cervejaria foi fundada em 1886 por Johann Kienle.

domingo, 17 de abril de 2011

Chopp Kalena Escuro - cervejas #87

Blergh!

Apesar do chopp claro desta mesma marca ser excelente, a munich dunkel ficou muito ruim. Cremosa, também, não é saborosa! Amarga, não desce bem, mesmo em climas mais frios. Não recomendo, a dunkel da Eisenbahn, por exemplo, é muito melhor!

Esta cerveja de Franca (SP), produzida com águas de São Manoel (SP), tem 4,7% de teor alcoólico.

Chopp Kalena - cervejas #86

Esta cerveja de Franca (SP) chega recentemente aos supermercados gaúchos.

Cremosa, saborosa, com muita, mas muita espuma! E muito resistente. Bem refrescante, saborosa, pouquíssimo amarga, pouco lúpulo. Esta standard american lager imita bem um chopp, realmente. Boa escolha para ter na geladeira, pelo excelente custo/benefício! A cerveja feita com águas de São Manuel (SP) tem 4,7% de álcool em sua composição.

sábado, 9 de abril de 2011

Duff Beer - cervejas #85

D'oh!

A cerveja que Homer Simpson e seus amigos consomem no bar do Moe também existe, é verdade! Uma cerveja alemã (fiel ao desenho, pois uma vez Moe disse que a Duff era alemã em um episódio). Meus pais trouxeram da Espanha de presente.

Cremosa, refrescante, bem leve, gostosa, pouco lúpulo, quase nada amarga. Estilo nossos populares. Mas superior à grande maioria das nossas populares. Tem 4,9% de teor alcoólico.

Recomendada, tanto pelo contexto (garrafa idêntica!, tenho ela até hoje na minha prateleira) pelo sabor! Bom custo/benefício, segundo meu pai, pagou bem pouco por ela. Fácil de achar na Europa.

Búzios Armação - cervejas #84

Cerveja que não faz jus ao nome da bela cidade do Rio de Janeiro.

A bebida começa com um forte amargor ácido que assusta. Depois revela um gostoso malte. Mas daí já é tarde demais. Uma bohemian pilsener boa, mas com péssimo custo/benefício. Tem 5% de álcool.

É produzida na cidade litorânea do Rio de forma artesanalmente.

Cerveja gourmet, como se diz? Talvez.

Barley Chopp - cervejas #83

Esta cerveja chega perto da perfeição.

Chopp engarrafado, com sabor inegualável, cremosa, refrescante, com pouco amargor, deixando-a boa para dias quentes. O custo benefício, então, nem se fala. Tem 4,7% de teor alcoólico.

É uma cerveja artesenal produzida numa cidade do interior do Rio Grande do Sul - Capela de Santana. Começou como hobby, em 1992, feita para consumo próprio. Em 2 de outubro de 2002 foi formada a empresa Barley.

Peça pelo site www.barley.com.br.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Eisenbahn Pale Ale - cervejas #82

Uma clássica cerveja de corpo.

É muito difícil encontrar pale ale's no Brasil, principalmente pale ale's nacionais. Este é um belo exemplo. Encorpada, com forte sabor e amargor, é uma cerveja forte, com gosto. Não é meu estilo preferido, mas, para quem gosta, seus 4,8% de álcool garantem uma cerveja diferente do comum - e BBB (boa, barata e bonita).

Brahma Chopp - cervejas #81

Das cervejas nacionais da AmBev, a melhor.

Aguada, porém de forma "saudável". Entre Antártica, Skol e Bohemia, ela se sobressai pela leveza e pelo sabor. Tem quase nada de amargor, ideal para aqueles dias quentes de verão. Principalmente para nós, brasileiros. É um bom custo benefício, uma das melhores populares do mercado. Nota 3/5 pelo custo/benefício. Tem 5% de álcool na sua composição.

A história da Brahma começa lá em 1888 (!), no Rio de Janeiro, fundada pelo suiço Joseph Villiger. É a segunda cerveja mais consumida no Brasil e a quinta mais consumida do mundo (em 2006, ultrapassou a Heineken!). Já o chopp é líder: o mais consumido no Brasil, estando em 90% das cidades brasileiras. É difícil não achar uma chopeira Brahma.


Na Marquês de Sapucaí, aonde acontece os desfiles do carnaval do Rio de Janeiro, a oficina fabricava 12 mil litros por dia. Em setembro de 1888 Villiger cadastra a empresa na Junta Comercial de Capital do Império.


Em 1999 a junção da Antártica com a Brahma originou a toda poderosa AmBev.